Nova fofura

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Essa lorinha não é uma fofa? Confiram a gordurinha na barriga. Dá vontade de apertar. O desenho dela foi a Lígia, minha pequena, quem fez.
Esta Bambola vai estar na Festa da Primavera, que acontecerá neste sábado, no colégio Autonomia. Amanhã vou postar foto dela com o modelito completo. (Postado por Cris)

Por que fazer bonecas?

A Bambola surgiu do laço de quatro amigas, apesar de uma estar um pouco distante, mas não longe do coração.  Há algo de mágico em fazer bonecas. Difícil de explicar, mas fácil de perceber, no sorriso das crianças e adultos que as adotam. A alemã, pioneira dos brinquedos Waldorf, Karin Evelyn Scheven consegue traduzir esse encantamento em seu livro: Minha Querida Boneca.

Destacamos alguns textos para reflexão:

“A boneca nas mãos de uma criança é, para ela, um espelho de seu ser e de sua situação evolutiva. A boneca tem uma grande importância, pois tudo nela, mesmo o não pensado, tem uma atuação que somente se revelará no adulto maduro”. p.25

“E como é trabalho manual e cada um tem uma maneira individual de cunhar a forma, com mais ou menos força, temos um resultado final sempre diferente. Quando a boneca está montada podemos ver qual ‘criança’ quer nascer ali. Então são costurados os cabelos, e uma nuança anímica é acrescentada à boneca…

Algumas bonecas ganham um pedaço tão grande do coração do executante, que este não quer que a mesma seja vendida; na verdade, quer ficar com ela. A possibilidade de a boneca ser vendida exige uma espécie de renúncia em prol de um terceiro. Todo estagiário ou companheiro que inicia o trabalho na oficina passa fortemente por esta vivência. Com o tempo isso pode ser vencido, porém as primeiras bonecas as pessoas gostariam de levar para casa, mesmo que seja por algum tempo, para enfeitar a sala. Mas aos poucos se acostumam a doar um pouco de si para as bonecas. De qualquer forma, recebe-se algo de volta através do salário proveniente da venda das mesmas.

Mas o que vai como pedaço do coração junto com a boneca é importante, é essencial nela. Isso dá à boneca a sua ‘alma’, e é algo que nunca pode faltar. Com a confecção carinhosa penetra algo essencial na boneca, e a palavra ‘essencial’ provém de “essência”. Essa essência não percebemos mais hoje em dia, mas gerações anteriores podiam dizer ou ver qual “espírito”tinha se ligado a demasiada coisa: . p. 57